Meus olhos cerram de vagar
E minha respiração passo a vivenciar
De repente aos meus sentidos me reconectei
Integrei-me ao caos, e medo, raiva e sofrimento encorporei
Transcendo ao caos, a mente ao corpo se unificou
A paz nasceu, em um dentro e fora se transformou
Remanescente do caos e da paz o ZEN aflorou
por Aionios Devir
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
sábado, 15 de dezembro de 2018
Anestésico de cada dia
Acordamos na manhã seguinte
Dormimos na noite de ontem
Vivesse a anestesia entre o amanhã seguinte
e a noite de ontem
Lacunas preenchem as memórias
Automatismos embriagam o pensamento
Tudo pela ânsia de corresponder às demandas
de uma máquina zumbi
Um sistema morto vivo canibal
Até o despertar e realizar que a vida se foi.
por Aionios Devir
Dormimos na noite de ontem
Vivesse a anestesia entre o amanhã seguinte
e a noite de ontem
Lacunas preenchem as memórias
Automatismos embriagam o pensamento
Tudo pela ânsia de corresponder às demandas
de uma máquina zumbi
Um sistema morto vivo canibal
Até o despertar e realizar que a vida se foi.
por Aionios Devir
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
O Lado Oculto da Lua
Conhecer o outro é como à Lua observar
Desvendei a influência dela nas águas do mar
Do meu mundo suas crateras estudei
Todas as fazes dela acompanhei
De repente descobri algo que nunca pude presumir
Todas as noites a mesma face ela vinha exibir
por Aionios Devir
Desvendei a influência dela nas águas do mar
Do meu mundo suas crateras estudei
Todas as fazes dela acompanhei
De repente descobri algo que nunca pude presumir
Todas as noites a mesma face ela vinha exibir
por Aionios Devir
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Abreação Mortal
Havia um homem que jogava com a morte, mas não porque escolheu, e sim por que desde quando nasceu já havia sido posto no jogo, e ainda quando percebeu que era um jogador a partida de sua vida já havia começado e algumas peças já haviam sido movidas.
Nesse dia a morte perguntou:
- Porque você vai querer continuar este jogo?
O homem disse:
- Eu quero mover as minhas próprias peças, fazer as minhas jogadas, ter a minha vida, a minha liberdade.
- Você quer dizer que é capaz de fazer isso sozinho?
Disse a morte, e o homem respondeu:
- Sou.
O homem jogou anos e anos, até que um dia começou a chorar durante o jogo, a morte indagou:
- Porque você está chorando?
O homem falou:
- Não sei que peça mover, não sei se minhas jogadas anteriores foram boas para mim?
A Morte se aproximou debruçando-se à mesa e disse:
- Hum! então o jogo acabou?
Sem exitar o homem gritou:
- Não, não posso perder!
Então a morte se levanta e diz:
- Esse jogo nunca deveria ter sido uma questão de vencer pois eu sempre ganho, a arte desse jogo está em como você move as peças. O homem em desespero exclamou:
- Não quero que o jogo acabe! Me diz o que eu faço?
Tirando o capuz, a morte respondeu:
-Você não pode ressuscitar aquilo que matou. O homem com seus olhos embotados em lagrimas perguntou: - Mas quem é você? eu nunca te vi!
A morte responde:
- O outro.
por Aionios Devir
Nesse dia a morte perguntou:
- Porque você vai querer continuar este jogo?
O homem disse:
- Eu quero mover as minhas próprias peças, fazer as minhas jogadas, ter a minha vida, a minha liberdade.
- Você quer dizer que é capaz de fazer isso sozinho?
Disse a morte, e o homem respondeu:
- Sou.
O homem jogou anos e anos, até que um dia começou a chorar durante o jogo, a morte indagou:
- Porque você está chorando?
O homem falou:
- Não sei que peça mover, não sei se minhas jogadas anteriores foram boas para mim?
A Morte se aproximou debruçando-se à mesa e disse:
- Hum! então o jogo acabou?
Sem exitar o homem gritou:
- Não, não posso perder!
Então a morte se levanta e diz:
- Esse jogo nunca deveria ter sido uma questão de vencer pois eu sempre ganho, a arte desse jogo está em como você move as peças. O homem em desespero exclamou:
- Não quero que o jogo acabe! Me diz o que eu faço?
Tirando o capuz, a morte respondeu:
-Você não pode ressuscitar aquilo que matou. O homem com seus olhos embotados em lagrimas perguntou: - Mas quem é você? eu nunca te vi!
A morte responde:
- O outro.
por Aionios Devir
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Mundo Giz
O pó é moldado,o giz nasce
e com outros em uma caixa é colocado
Da caixa o giz é retirado
Com ele a mão escreve e escreve a vontade
até que um dia o desgaste vira realidade
A mão não se satisfaz com um giz desgastado
As palavras escritas na lousa perdem claridade
e não da para escrever com velocidade
O giz é jogado fora
No avental a mão se limpou
e da caixa outro giz retirou
No lixo o giz tornou-se sobra
Em outras mãos voltar a escrever tentou
mas preferiam um novo, e o giz se aposentou
Ao lixo o giz é confinado
As mãos lhe deram liberdade
mas escrever é sua finalidade
Fica o desejo de voltar a ser o que era
mas escrever em um sonho sem esperança se tornou
Porque ser giz?... E em pó o giz se transformou
O pó é moldado,o giz nasce
e com outros em uma caixa é colocado
por Aionios Devir
terça-feira, 3 de maio de 2011
Carta de um Catador de Lixo
O meu trabalho é infinito
Acabar todo lixo da cidade é mito
O lixo todo mundo cria
Mais esse trampo poca gente queria
O lixo é aquilo que resta
por isso acham que só tem o que num presta
Num que eu esteja reclamando
Pelo menos num to mais mendingando
Ainda bem que amoro sozinho
Apertado pago as minha conta e o cursinho
To tendo aulas de escrita e informática
Fiquei sem graça, nu cumputador o lixo sume num passe de mágica
Um dia inda abro minha lã, é um negócio esperto
Adoro a internet, tudo parece mais perto
Como as pessoa que vejo no dia-dia do trampo
Estamo tão próximo e longe ao mesmo tempo
As pessoa só se percebe quando se tromba
e se acontece corre que é bomba
Teve uma vez que eu tava separando os lixo sentado na escada
E uma pessoa se apareceu correndo e trombou comigo do nada
Ela caiu e levantou dizendo
Sai daí merda! Se só ta atrapaiando!
Me segurei e fiquei na minha com uma cara de porta
Mas o que pensei foi, porra! Vai toma no cú!Fi da puta!
Aquela pessoa passava ali todos dia
mais ela nunca mais me via
Só despois de quatro dia criei corage
Escrevi essa carta e punhei na sua bagage
Se deve de ta pensando, como ele fez isso sem eu perceber?
Poizé...Poizé, pra se ver!
Oia, desculpe os erro e palavrão
Mais só de se ler essa carta agradeço do fundo do coração
E quaisquer coisa to todo dia na mesma hora na escada
Vo ta sentado lá separando minha lixaiada
por Aionios Devir
Acabar todo lixo da cidade é mito
O lixo todo mundo cria
Mais esse trampo poca gente queria
O lixo é aquilo que resta
por isso acham que só tem o que num presta
Num que eu esteja reclamando
Pelo menos num to mais mendingando
Ainda bem que amoro sozinho
Apertado pago as minha conta e o cursinho
To tendo aulas de escrita e informática
Fiquei sem graça, nu cumputador o lixo sume num passe de mágica
Um dia inda abro minha lã, é um negócio esperto
Adoro a internet, tudo parece mais perto
Como as pessoa que vejo no dia-dia do trampo
Estamo tão próximo e longe ao mesmo tempo
As pessoa só se percebe quando se tromba
e se acontece corre que é bomba
Teve uma vez que eu tava separando os lixo sentado na escada
E uma pessoa se apareceu correndo e trombou comigo do nada
Ela caiu e levantou dizendo
Sai daí merda! Se só ta atrapaiando!
Me segurei e fiquei na minha com uma cara de porta
Mas o que pensei foi, porra! Vai toma no cú!Fi da puta!
Aquela pessoa passava ali todos dia
mais ela nunca mais me via
Só despois de quatro dia criei corage
Escrevi essa carta e punhei na sua bagage
Se deve de ta pensando, como ele fez isso sem eu perceber?
Poizé...Poizé, pra se ver!
Oia, desculpe os erro e palavrão
Mais só de se ler essa carta agradeço do fundo do coração
E quaisquer coisa to todo dia na mesma hora na escada
Vo ta sentado lá separando minha lixaiada
por Aionios Devir
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Somos Gotas
A chuva cai, e uma gota de água no vidro escorre
E passa por varias outras no caminho que percorre
Por cada uma que passa a gota se transforma
apesar de sempre parecer manter a mesma forma
Existem gotas que não se movem, algumas apenas se locomovem
E outras que além disso, seu percurso também constroem
O caminho da gota pode tomar qualquer direção
porém invevitavelmente ela sempre vai sentido ao chão
A gota se depara com a imencidão de uma poça
A poça torna-se a gota, e a gota torna-se a poça
Contudo com o calor ela se evaporou
e até aos céus se elevou
Ao chegar às nuvens o vapor esfria
e transforma-se em chuva fria
A chuva cai, e uma gota de água no vidro escorre
E passa por varias outras no caminho que percorre
por Aionios Devir
E passa por varias outras no caminho que percorre
Por cada uma que passa a gota se transforma
apesar de sempre parecer manter a mesma forma
Existem gotas que não se movem, algumas apenas se locomovem
E outras que além disso, seu percurso também constroem
O caminho da gota pode tomar qualquer direção
porém invevitavelmente ela sempre vai sentido ao chão
A gota se depara com a imencidão de uma poça
A poça torna-se a gota, e a gota torna-se a poça
Contudo com o calor ela se evaporou
e até aos céus se elevou
Ao chegar às nuvens o vapor esfria
e transforma-se em chuva fria
A chuva cai, e uma gota de água no vidro escorre
E passa por varias outras no caminho que percorre
por Aionios Devir
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