sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Além das correntes

Um dia, quando eu estiver liberto e olhar para traz
verei os dias de hoje e te direi
Lembro-me de quando era prisioneiro
Das correntes da rotina que me seguravam
Dos moldes que me castigavam
Do tempo que me acelerava
Da memória que me deixava
A empatia  desaparecia
A sensação se esvanecia
Mas você estava lá com perseverança
Minha estimada companheira Esperança

por Aionios Devir

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Sleeping Lover

Please wake up me now
Because I don't fell my hands anymore
I can't hear your voice
or taste your lips when I kiss you
How I'll give you my love
Don't let-me sleeping
because I'll not see that you are gone
I want live our love
Please wake up me now

by Aionios Devir

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Homocupins

Muitos humanos são como cupins, deixam para viver  com os pés no chão.

por Aionios Devir

Zazen

Meus olhos cerram de vagar
E minha respiração passo a vivenciar
De repente aos meus sentidos me reconectei
Integrei-me ao caos, e medo, raiva e sofrimento encorporei
Transcendo ao caos, a mente ao corpo se unificou
A paz nasceu, em um dentro e fora se transformou
Remanescente do caos e da paz o ZEN aflorou

por Aionios Devir

sábado, 15 de dezembro de 2018

Anestésico de cada dia

Acordamos na manhã seguinte
Dormimos na noite de ontem
Vivesse a anestesia entre o amanhã seguinte
e a noite de ontem
Lacunas preenchem as memórias
Automatismos embriagam o pensamento
Tudo pela ânsia de corresponder às demandas
de uma máquina zumbi
Um sistema morto vivo canibal
Até o despertar e realizar que a vida se foi.

por Aionios Devir

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

O Lado Oculto da Lua

Conhecer o outro é como à Lua observar
Desvendei a influência dela nas águas do mar
Do meu mundo suas crateras estudei
Todas as fazes dela acompanhei
De repente descobri algo que nunca pude presumir
Todas as noites a mesma face ela vinha exibir

por Aionios Devir

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Abreação Mortal

Havia um homem que jogava com a morte, mas não porque escolheu, e sim por que desde quando nasceu já havia sido posto no jogo, e ainda quando percebeu que era um jogador a partida de sua vida já havia começado e algumas peças já haviam sido movidas.
Nesse dia a morte perguntou:
 - Porque você vai querer continuar este jogo?
O homem disse:
- Eu quero mover as minhas próprias peças, fazer as minhas jogadas, ter a minha vida, a minha liberdade.
- Você quer dizer que é capaz de fazer isso sozinho?
Disse a morte, e o homem respondeu:
- Sou.
O homem jogou anos e anos, até que um dia começou a chorar durante o jogo, a morte indagou:
- Porque você está chorando?
O homem falou:
- Não sei que peça mover, não sei se minhas jogadas anteriores foram boas para mim?
A Morte se aproximou debruçando-se à mesa e disse:
- Hum! então o jogo acabou?
Sem exitar o homem gritou:
- Não, não posso perder!
Então a morte se levanta e diz:
- Esse jogo nunca deveria ter sido uma questão de vencer pois eu sempre ganho, a arte desse jogo está em como você move as peças. O homem em desespero exclamou:
- Não quero que o jogo acabe! Me diz o que eu faço?
Tirando o capuz, a morte respondeu:
-Você não pode ressuscitar aquilo que matou. O homem com seus olhos embotados em lagrimas perguntou: - Mas quem é você? eu nunca te vi!
A morte responde:
- O outro.

por Aionios Devir